#ReflexãoDoDia: "Sete Mil" que não dobraram os joelhos

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No monte Horebe, o profeta Elias ouve do Senhor Deus: "Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou." (1 Reis 19:18). Num tempo em que o povo de Israel havia rejeitado o Senhor e adorado o deus Baal, Elias se viu solitário e foi se esconder nas cavernas do monte para não morrer. Mas ele não estava só.

Por inúmeras vezes, a Bíblia narra tempos em que a idolatria, o pecado e a iniquidade alcançavam números alarmantes. E, nesses tempos, sempre haviam homens e mulheres conservados por Deus para proclamar arrependimento e conversão. Deus nunca deixou a humanidade sem a oportunidade do caminho de volta para Ele. Assim, os séculos se passaram e os pecados continuam a se multiplicar na vida das pessoas. Mas ainda existem aqueles que Deus tem conservado, exclusivamente por sua misericórdia, para proclamar o Seu Amor.

Os sete mil estão por aí. O problema é que hoje em dia está difícil encontrá-los, pois eles podem estar escondidos, como Elias, achando que estão sozinhos, ou que são poucos, e que jamais terão voz para anunciar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a saber, o Evangelho da Graça de Deus. Também está difícil encontrá-los porque, vez ou outra, confundimos eles com pastores, bispos, apóstolos e até patricarcas, que querem nos convencer a todo custo que eles são os caras, os ungidos do Senhor, os que não se dobram a Baal. Até certo ponto é verdade, porque o deus deles não é mais Baal. Eles se dobram agora é a Mamom, que também atende pelo nome de dinheiro. Mas eles são astutos e conseguem disfarçar sua idolatria em "vida abundante". Eles têm carros, mansões, comem do bom e do melhor, porque aos fiéis Jesus prometeu vida abundante. E eles são fiéis, são de Deus, portanto merecem a vida regalada que têm. Invejosos são os que os criticam. São os derrotados, os sem-fé, os "profetas velhos". Mas eles não são os sete mil, até porque já são maioria em nosso meio, infelizmente.

É claro que sete mil é um número simbólico nesse contexto que estou escrevendo. Podem ser mais ou menos. Certo mesmo é que eles estão por aí. E eu quero ser contado entre eles, não quero me dobrar a nada que ouse tomar o lugar de Deus. Na época de Jesus, Ele havia percebido que o dinheiro havia se tornado um deus rival ao Deus Verdadeiro, as pessoas vivam em função do dinheiro. E ainda vivem, inclusive usando o nome de Jesus.

A minha oração é que eu possa encontrá-los, um por um, e me juntar a eles no desafio de anunciar o amor de Deus-Pai, revelado em Deus-Filho e imputado em nós pelo Deus-Espírito Santo.

Texto: Jorge Alves Filho, do Blog Chamado Cristão.

Fonte: Irmão Baiano

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