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Quando o homem descobre Deus


Hoje amados e amadas venho compartilhar, não uma mensagem ou algo do tipo, mas uma reflexão, uma emocionante história e testemunho de vida de uma dos maiores psiquiatras do país: Augusto Cury.  Sou meio suspeito em comentar sobre este grande escritor, e acredito eu, grande homem Deus, usado tremendamente em suas obras. Augusto Cury já vendeu mais de 20 milhões de livro no Brasil. E uma das suas principais obras são, O Vendedor de Sonhos, O Futuro da humanidade e o Mestre do amor.


Voltando ao tema: "Por Augusto Cury: Quando o homem descobre Deus", Assim aconteceu na vida  do senhor Augusto em sua busca incessante para desconstruir a existência de um Deus Altíssimo, criador de todas as coisas. Venho contar a impactante história de uma dos maiores psiquiatras do Brasil e o porque ele, Augusto, deixou de ser Ateu.

Augusto Cury se converteu durante a pesquisa para crianção da obra "Análise da Inteligência de Cristo." 

Augusto Cury diz que era, talvez, mais ateu do que o próprio NIETZSCHE! Sim, pois ele era um ateu científico, com conhecimento de causa, enquanto Nietzsche seria um ateu que combatia alguns atos religiosos e escreveu sobre a "morte de Deus" e por isso baniu a ideia de Deus da sua mente. 
Cury é medico psiquiatra, escritor e cientista, pós-graduado em Psicologia Social; Pensador, pesquisador de Psicologia. Desenvolveu em 17 anos a primeira teoria brasileira sobre a Construção da Inteligência, denominada de Inteligência Multifocal. O cientista da alma diz: 

"Eu fui um dos maiores ateus que já pisou nessa terra, talvez mais do que Nietzsche que escreveu sobre a "morte de Deus"; do que Marx que considerou Deus como "ópio" da sociedade; pra mim, Deus era uma invenção da psique humana, uma construção dos pensamentos (que é a minha área de pesquisa), então nesse aspecto eu fui um ateu científico; eles foram ateus que combatiam alguns atos religiosos e por isso baniram a ideia de Deus da sua mente.  - Cury

A partir de desenvolver a teoria da "Inteligência Multifocal" eu comecei a estudar como os pensadores na história da humanidade brilharam na sua inteligência. Como Einstein, com 27 anos, conseguiu abrir o leque do pensamento e produzir uma teoria extremamente complexa, e Freud, e assim por diante, até que cheguei a estudar a personalidade de Jesus Cristo, nos quatro Evangelhos e questionei as intenções (...) faz mais ou menos uns dez anos que eu venho pesquisando mais profundamente. Eu não era uma pessoa religiosa, era um ateu contundente; claro que eu tive obviamente na minha memória todo um ensino religioso dos meus pais (como a maioria das pessoas), exatamente. Eu tive um passado onde eu critiquei, quis banir a ideia de Deus da minha mente, passei por uma angústia muito grande porque uma vez que você bane a ideia de Deus você tem que suportar as consequências disso, e eu sou um cientista da área da construção da memória e da personalidade; se eu banir a idéia de Deus um dia eu vou visitar a solidão de um túmulo e a minha memória vai se tornar um caos, bilhões de informações se esfacelarão nesta solidão do túmulo e eu nunca mais resgatarei a minha personalidade. Marx não pensou nisso quando se tornou um ateu, Freud talvez não tenha pensado, mas eu pensei por ser a minha área de pesquisa. E eu pegava a minha filha no colo, a mais nova, a Claudia, e eu sabia que um dia eu morrerei e nunca eu teria de volta o conhecimento de quem fui e nem de quem a minha filha foi ou minhas outras duas filhas foram. Isso me levou a uma implosão do meu ceticismo e me levou a pesquisar se Deus era fruto da inteligência ou não, se Jesus Cristo era fruto das intenções conscientes dos autores dos Evangelhos ou não, e se Ele poderia ou não caber no imaginário humano, então estudei cada linha, cada frase, cada reação de Jesus Cristo nas mais variadas situações descritas nos Evangelhos em várias versões, estudei com espírito crítico científico e quando eu comecei a estudá-lo dessa maneira eu fiquei profundamente abalado porque eu percebi que esse Homem Jesus não cabe no imaginário humano. Veja bem: quando Judas, no ato da traição O beija, só o beijo afetivo dele indica que aquele homem era repleto de sensibilidade porque nenhum de nós seria traído com um beijo, entendeu? Além disso, quando ele O beija, a psiquiatria esperava de Jesus ser controlado pela raiva, pela frustração, pelo ódio, e não reagisse com inteligência, mas no exato momento em que Ele foi beijado, Ele gerencia os pensamentos, controla a Sua emoção, abre o leque da Sua inteligência, olha para o seu traidor e diz: 
"-Amigo, para que vieste?" 

Nunca na História uma pessoa traída tratou com tanta dignidade, inteligência e altruísmo o seu traidor. Então eu percebo - esse Homem não cabe no imaginário humano. Eu O comparei com a atitude de Freud que foi contrariado por alguns amigos na tese da sexualidade como Jung e Adler, e não suportou os dois amigos, baniu da família psicanalítica, ao passo que Jesus Cristo incluiu o Seu traidor, o chamou de amigo e deu até o último minuto uma oportunidade para ele reescrever a sua história, o que indica que Ele não tinha medo de ser traído, Ele tinha medo de perder um amigo. Então, estudando a personalidade de Jesus sob esta ótica eu fiquei fascinado e percebi que Ele não poderia ser constituído pela criatividade humana; Ele andou, respirou, viveu e, se amado, o amor por Ele nem de longe é um ato de pequenez intelectual mas de grandeza porque pode levar à estatura da sensibilidade."  - Cury

Sua obra, sobre a Análise da Inteligência de Cristo, é dividida em cinco livros: O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre da Vida, O Mestre do Amor e O Mestre Inesquecível.

E para encerrarmos a nossa leitura eu vos deixo uma trecho do livro O Futuro da humanidade.


“Inesperadamente, Falcão olhou para o infinito e começou a interrogar o Criador. Ele falava com Deus como se fosse seu amigo.
— Ei! Quem é você que está atrás da cortina das nuvens? Por que você se esconde atrás do véu da existência? Por que silencia a sua voz e grita através dos fenômenos da natureza? Por que gosta de se ocultar aos olhos humanos? Sou uma ínfima parte do universo, mas clamo por uma resposta. Deixe-me descobri-lo.
Marco Polo ficou espantado com esse diálogo singular. Entretanto, mostrando um ar de intelectual, virou-se orgulhosamente para o amigo e disse: 
— Falcão, Deus não existe. Ele é uma invenção espetacular do cérebro humano para suportar as limitações da vida. Desculpe-me, mas, para mim, a ciência é o deus do ser humano.
Numa reação surpreendente, Falcão se levantou. Subiu em cima do banco da praça e começou a chamar aos gritos todos os que por ali passavam. Com gestos histriônicos, bradava:
— Venham! Aproximem-se! Vou mostrar-lhes Deus!
Num instante, reuniu um grupo.
Marco Polo ficou apavorado. Nunca vira Falcão reagir assim. Tentava acalmá-lo, sem êxito. Ele continuava gritando:
— Deus está aqui! Acreditem! Vocês ficarão perplexos ao vê-lo.
Marco Polo achava que Falcão entrara num repentino surto psicótico, estava tendo uma alucinação. Procurava ansiosamente pegar em seu braço para que ele se sentasse. De repente, Falcão silenciou. Apontou as duas mãos para Marco Polo e disse aos altos brados:
— Eis Deus aqui em carne e osso!
Marco Polo ficou assustado. Um burburinho reinou entre os ouvintes.
— Acreditem! Este jovem é Deus! Porque lhes afirmo isso? Porque ele acabou de me dizer que Deus não existe, que é um mero fruto do nosso cérebro! Vejam só! Se este jovem não conheceu os inumeráveis fenômenos dos tempos passados, se ele nunca percorreu os bilhões de galáxias com os seus trilhões de segredos, se ele não desvendou como ele mesmo consegue entrar no seu cérebro e construir os seus complexos pensamentos, e, apesar de todas essas limitações, ele afirma que Deus não existe, a conclusão a que cheguei, meus amigos, é que esse jovem tem de ser Deus. Pois só Deus pode ter tal convicção!
A multidão ficou boquiaberta. O discurso do indigente era tão inteligente que esfacelou não apenas a soberba de Marco Polo, mas o orgulho das pessoas que o ouviram. O jovem amigo ficou vermelho e pasmo.
Falcão desceu do banco e sentou-se. Desembrulhou um sanduíche e começou a desgustá-lo. Com a boca cheia, falou para Marco Polo:
— Sabe que sabor tem esse sanduíche?
Marco Polo, envergonhado, meneou a cabeça dizendo que não.
Falcão prosseguiu:
— Se você não tem segurança para falar de algo tão próximo e visível, não fale convictamente sobre algo tão distante e intangível. Não é sensato.
O jovem travou sua inteligência. Pela primeira vez não achou qualquer frase para rebater. Apenas disse:
— Não precisava exagerar.
Falcão retrucou:
— Se você disser que é um ateu, que não crê em Deus, a sua atitude é respeitável, pois reflete sua opinião e convicção pessoal. Mas dizer que Deus não existe é uma ofensa à inteligência, pois reflete uma afirmação irracional. Não seja como alguns meninos da teoria da evolução.
— Como assim? — Perguntou intrigado Marco Polo.
— Alguns filósofos acham que certos teóricos da evolução possuem uma arrogância insana. Não estou criticando as hipóteses da evolução biológica, mas a arrogância científica sem alicerces. Vários desses cientistas negam veementemente a ideia de Deus apenas porque se apoiam em alguns poucos fenômenos da sua teoria. Esquecem-se, assim como você, de que desconhecem bilhões de outros fenômenos que tecem os segredos insondáveis do teatro da existência. São meninos que brincam com a ciência, construindo o seu orgulho sobre a areia.”
AUGUSTO CURY
Essa foi a história " Quando o homem descobre Deus " protagonizada pelo psiquiatra Augusto Cury.

Fonte: Irmão Baiano e  Fórum Cristão 

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