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E se seus pecados fossem tatuados em sua testa?




No mês de junho de 2017 um adolescente de 17 ano se tornou a principal manchete dos jornais impressos e online e dos telejornais em todo o Brasil, repercutido também na impressa internacional. O adolescente teve seu rosto tatuado com as palavras “Eu sou ladrão e vacilão.” porque ele teria roubado a bicicleta de um deficiente físico. O vídeo divulgado pelos responsáveis da tatuagem viralizou nas redes sociais e se ascendeu a discussão do “Justiça com as próprias mãos.”.

Os dois rapazes que se sentiram no direito de fazerem justiça, e todos aqueles que apoiam, de certo estão desacreditados com o poder judiciário do país. Mas, essa é a forma correta de punirmos os outros por conta de erros? De tatuarmos? Lixamento? Matarmos? NÃO MESMO!

Existem leis para serem cumpridas e de forma rigorosa em toda ou qualquer situação. Entretanto, existem brechas e devemos lutar para serem fechadas. A verdadeira justiça começará quando sairmos do comodismo e buscarmos a mudança e reforma necessária que a política e código penal brasileiro necessitam.

Não quero me ater à política e código penal, mas se de fato apoiamos a justiça com as próprias mãos, apoiamos também que esse senso seja cumprido em nós. O pecado do jovem de 17 anos foi ter roubado a bicicleta e ele sofreu a pena da tatuagem segundo os justiceiros, e vale ressaltar, sendo até irônico, que um dos justiceiros tinha sido preso por roubo e cumpriu a pena, mas segundo o código brasileiro. E qual pena você sofreria por seus erros e pecados? Talvez seu pecado seja a mentira, traição, vaidade, dependência química... Já pensou se seus pecados fossem tatuados em sua testa? Agora você estaria de acordo com a “Justiça com as próprias mãos.”?  Dá para entender que “essa justiça” não traz justiça, mas violência?


Para finalizar trago duas reflexão.

Escreveu Júnior Brüggmann:

Quantas vezes você aplaudiu alguém contando que saiu do mundo do crime, das drogas e deu a volta por cima? Proponho uma reflexão sobre esse caso: Você acha que todas essas pessoas que você aplaudiu, deviam ter sido marcadas pra sempre?

E se tivessem tatuado “alcoólatra” na testa do seu pai, pra você que já teve um pai alcoólatra? E se tivessem tatuado “traidor(a)” na sua testa, pra você que já traiu em um relacionamento? E se tivessem tatuado “drogado” na testa daquele seu irmão que saiu do mundo das drogas, pra você que tem algum? E se todos os erros que você se arrependeu estivessem tatuados na sua testa? Ou você nunca errou? Antes que comentem “leva pra casa”, eu não estou tentando defender um bandido. Estou tentando defender o bom senso. Acredito que todos devem pagar, mas da forma correta.



Declarou Jesus:

Os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no ato, adulterando.  E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu pois que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.  E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.  E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.  Quando ouviram isto, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno: vai-te, e não peques mais.  (João 8:3-11)


Novamente: Dá para entender que “essa justiça” não traz justiça? Acredito que todos devem pagar, mas da forma correta.


Fonte: Blog Irmão Baiano

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