Fabiola Melo, Youtuber Cristã, revela em vídeo que foi abusada quando criança na Igreja

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A Youtuber Fabiola Melo revelou em vídeo que foi abusada no estacionamento de uma igreja quando criança, aos 10 anos de idade. Fabiola, que atualmente é uma das mais influentes youtubers cristã do Brasil, decidiu tocar no assunto após sonhar três vezes em uma mesma semana no ano de 2016.

 A youtuber disse que não contou de inicio porque não se sentia confortável para comentar em público: “Na época em que Deus me deu os sonhos ainda mexia muito comigo aquele assunto. Então eu dei um pouco uma enrolada pra fazer [o vídeo] agora em 2018 para ver se eu me sinto mais confortável para falar deste assunto, que na verdade a gente nunca vai estar totalmente confortável para falar de um assunto tão delicado e sensível.” disse ela. 

O primeiro sonho: “Eu estava em uma igreja e dentro de um banheiro. Quando eu entrava no banheiro [box] três rapazes tentavam forçar a porta para entrar, e eu sentia que eles queriam me abusar. Eu me desesperava e com toda a força eu empurrava a porta para que eles não entrassem.... E o sonho acabou. ” No vídeo Fabiola conta mais detalhes


O segundo sonho: “Eu estava na casa de uma amiga e me lembro que estava quase dormindo, e o Sam (Samuel Cavalcante — Marido) estava do meu lado. Quando olhei em direção a porta do quarto eu vi uma sombra como se fosse de uma silhueta de um homem, mas na minha cabeça eu pensei “eu não estou vendo isso de verdade. Eu acho que é a sombra de algum casaco pendurado na porta.” E  lembro que pensei assim que pela manhã vou me certificar que tem um casaco preso naquela porta pra ficar tranquila e saber que não foi coisa da minha cabeça. E durante a noite eu tive um pesadelo, uma sombra preta com a silhueta de um homem que estava deitado sobre mim, e ele segurava os meus braços e eu não conseguia me mexer. Eu estava imobilizada por ele e ele começava a me beijar; beijava o meu corpo, meu pescoço. Era um sentimento tão asqueroso, de nojo. E essa figura lambia meu rosto e pescoço. Eu queria gritar, mas não conseguia. Parecia que minha voz estava abafada e eu não sentia força para nada. Parecia que eu não estava imobilizada só no corpo, mas na minha alma. A minha alma não conseguia reagir, e eu sentia opressão, nojo, promiscuidade, abuso. Eu me sentia indefesa, impotente e o sonho acabou. Quando  acordei pela manhã e lembrei do sonho, olhei para porta e não tinha um casaco, não tinha um gancho para segurar um casaco.  Eu tive certeza que tinha uma coisa maligna que teve a ver com o sonho. E aquilo me deixou preocupada porque foi o segundo sonho na mesma semana relacionada a isso. ” contou Fabiola.


O terceiro sonho que não foi um sonho, mas lembraça do abuso: “Eu estava numa igreja onde meu pai foi pastor por 9 anos. E naquela igreja, perto ao refeitório que ficava em frente ao estacionamento [da igreja]. Eu tinha por volta de 9 à 10 anos de idade. Lembro o vestido que estava usando: “Um vestido sem manga de cor laranja e eu estava com uma bota bege.” Neste sonho eu abraçava um cara. Ele era alguém conhecido na igreja, era um irmão, não me lembro se ele era presbítero ou alguma coisa assim. Eu abraçava ele porque para mim ele era um amigo. Teve um momento, antes de eu entrar na igreja, ele me chamou para dar uma volta no estacionamento. Ele estava com a mão passada no ombro e a mão dele tocava no meu seio. Ele ficava passando a mão em mim. E a gente andava no estacionamento como se não tivesse rumo. Ele puxava assunto e conversava e naquele momento eu não entendi a maldade de nada. E ele decidiu voltar para igreja. Eu entro na igreja, depois acaba o culto e fui para casa. Mas o que eu quero falar com vocês que esta cena aconteceu de verdade, só que por algum motivo eu não lembrava disto. Por algum motivo, não sei se contei aos meus pais.” Fabiola indagou: “Não sei porque Deus me fez lembrar disso, porque parecia um sonho. E depois eu comecei a perceber que não foi um sonho, mas uma lembrança esquecida. Eu lembrei da minha roupa, dos detalhes, do cara, do nome do cara...”

Fabiola Melo acredita que existe um propósito para todos os sonhos e lembrança do abuso, que Deus lembrou que podemos fazer algo ao respeito. Que crime e injustiças feitas com pessoas inocentes não é só pecado, mas ofensa a Deus e que juntos podemos nos posicionar para fazermos algo a respeito do abuso. A youtuber ainda falou sobre a culpa que algumas pessoas carregam por pensarem que elas são responsáveis pelos abusos : “culpa não é minha, eu não estava querendo e pedindo aquilo. Da mesma forma eu falo para você : “Você é inocente nesta história, a culpa não é sua, nada do que você fez foi uma mensagem de que você passou para pessoa pra ela ir a fundo.” Eu senti muito Deus ministrar ao meu coração, falando: “Filha, se você está ofendida, quanto mais eu.”, “Se você sentiu nojo, você não sabe o que eu senti quando isso aconteceu. ”, “Filha se você se sentiu impotente não se preocupe eu nunca sou impotente.” Deus fala pra mim para eu não ficar na defensiva, não odiar o mundo, e não odiar a mim mesma, porque ele é o Deus de Justiça e a verdadeira justiça vem dele. Ele vai justificar todos que foram abusados.” completou em vídeo. 


Fabiola falou que lançará um projeto para ajudar as pessoas que sofreram abusos e não somente sexual, alertando e criando uma discussão para se criar um ambiente de proteção para tentar evitar abusos e convida todos a participarem.  A youtube criou um email (projetosoufilha@gmail.com) para que as pessoas que sofreram abusos possam contar sua história e serem ajudadas a enfrentar a situação. Em breve também haverá um livro aonde Fabiola Melo irá abordar o tema, ajudar a lidar com a situação e superar e promover a discussão na sociedade e principalmente dentro da igreja.


Os abusos são classificados de algumas formas como Pedofilia, Violência Sexual, Abuso Sexual e Exploração Sexual e todos são crimes. A lei garante a proteção contra o abuso e a exploração sexual escritas no Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Penal e para denunciar basta ligar Disque 100. O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.




Fonte: Blog Irmão Baiano



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