“Ubuntu!” O que aprendemos com a filosofia africana sobre unidade e comunhão

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Ubuntu!

Durante o Festival Mundial da Paz a jornalista e filósofa Lia Diskin apresentou o relato de um antropólogo sobre uma tribo africana chamada Ubuntu.

O antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava-lhe muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira para as crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo em um cesto bem bonito, com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha de partida que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!”, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam:


“Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”

Ubuntu é uma filosofia e ética antiga africana que assemelhasse à ideia do “amor ao próximo” ensinado por Deus em carne, quando esteve na terra. Ubuntu é a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro e fala de generosidade, solidariedade, compaixão com os necessitados, e o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os seres humanos.

As crianças expressaram que só poderiam ser felizes se as outras ao redor estivessem felizes. Elas falaram de unidade, de comunhão, e de igualdade “Sou quem sou, porque somos todos nós” e que esses são os pilares do “ser humano” e a essência que devem nutrir o relacionamento entre as pessoas e que elas eram afetadas quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.

O relato do antropólogo e o grande ensinamento das crianças nos convida a sermos um com o outro, a nos importarmos com todos ao redor, a amarmos o próximo, a compartilharmos aquilo de bom que temos e da oração de Jesus: “Peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo” e declaração de Paulo “Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram”, de termo o espírito caridoso para vivermos em um mundo melhor, consequentemente seremos mais humanos quando formos um com o nosso semelhante.

Enxergue o outro,
E que Ubuntu esteja todos os dias presente em nossa vida, não somente nas palavras, mas nas ações.

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